A linha é o consentimento
Spam não é definido por volume nem por formato. É definido por uma coisa só: a pessoa pediu para receber aquilo?
Uma oferta por semana no direct de quem não te conhece é spam. Dez ofertas por dia num grupo que a pessoa entrou porque quer promoção não é. O texto pode ser idêntico nos dois casos.
Onde publicar
- Grupo ou canal que a pessoa entrou por vontade própria.
- Suas próprias redes, onde quem segue escolheu seguir.
- Conteúdo que a pessoa procurou — review, comparação, lista.
Onde não publicar
- Mensagem direta para quem não pediu.
- Comentário em publicação alheia.
- Grupo criado para outro assunto.
- Lista montada com números que você não sabe de onde vieram.
Além do incômodo, esses caminhos têm custo prático: denúncia derruba número, e número derrubado leva junto os grupos que você levou meses construindo.
Hábitos que esvaziam grupo
- Rajada. Vinte mensagens seguidas fazem a pessoa silenciar. Quem silencia raramente volta.
- Desconto inventado. Preço "de" que nunca existiu é descoberto na primeira conferida.
- Preço errado. Publicar a parcela como se fosse o preço à vista faz a pessoa clicar, se frustrar e parar de clicar.
- Repetição. O mesmo produto várias vezes por semana passa a sensação de que não há curadoria.
- Silêncio absoluto. Só link, nunca uma palavra sua.
O que reduz o incômodo
- Espaçar os envios em vez de disparar tudo junto.
- Respeitar horário — madrugada não serve a ninguém.
- Deixar claro na descrição do grupo o que se publica e com que frequência.
- Facilitar a saída. Quem sai por vontade não denuncia.
Ferramenta de automação decente permite configurar isso: intervalo entre envios, janela de horário e limite diário. Se a ferramenta não tem esses controles, ela está te empurrando para o problema.
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